O romance nos apresenta a história de Amaro (tratado por Bom-Crioulo) um escravo que fugiu de uma fazenda, cansado da vida que levava, em busca de condições melhores que, até certo ponto, foram encontradas na marinha:
A disciplina militar, com todos os seus excessos, não se comparava ao
penoso trabalho na fazenda, ao regime do terrível tronco e do chicote. Havia
muita diferença... ali ao menos, na fortaleza, ele tinha sua maca, seu
travesseiro, sua roupa limpa e comia bem, a fartar, como qualquer
pessoa[...] Para que melhor? (CAMINHA, 1998, p.22).
Contudo, após certo tempo de serviço, apareceu no navio um pequeno grumete, Aleixo, loiro, de olhos azuis, contando 15 anos, que abalou as estruturas de Amaro. Ambos começaram a relacionar-se, devido à pressão e insistência de Amaro e foram ‘desfrutar’ de tal ‘amizade’ em um sobrado no Rio de Janeiro, alugado por Dona Carolina, dona de uma pequena pensão e conhecida de Amaro há algum tempo. Como passar do tempo e as restrições da vida militar, as idas de Aleixo e Amaro ao sobrado se tornaram menos frequentes e os desencontros cada vez mais frequentes. Aproveitando-se disso, Carolina decide conquistar Aleixo que era muito diferente dos homens que estava acostumada a conviver e se relacionar.
Mais tarde, internado em um hospital após uma briga, Amaro fica sabendo de Aleixo e Carolina, se sente furioso, foge do hospital e comete um crime com as próprias mãos destrói a única causa boa de sua existência: Aleixo.
Fonte: http://www.fecilcam.br/nupem/anais_v_epct/PDF/linguistica_letras_artes/06_MAGIROSKI_FERNANDES.pdf
Noossa, muito interessante.. deve ser um ótimo livro.. relatando o amor homoafetivo e quebando barreiras..
ResponderExcluirMe interessei muito pelo livro, parabéns ao blog!!
ResponderExcluiro blog conseguiu despertar curiosidade na historia.
ResponderExcluirUma história fascinante, vale realmente muito a pena ler este livro :D
ResponderExcluirDe bom-crioulo não tinha nada!!
ResponderExcluirsurpreendente essa obra de Adolfo!
ResponderExcluir