INTRODUÇÃO
A narrativa de Bom-Crioulo, apesar de não ser a melhor obra naturalista brasileira, não deixa de ser uma boa narrativa. Adolfo Caminha aborda nela um tema um tanto polêmico para a sociedade da época: homossexualismo entre marinheiros. Bom-Crioulo se desenvolve em torno de um triângulo amoroso, diferente do tradicional composto por dois homens e uma mulher ou duas mulheres e um homem. Aqui o leitor se depara com Amaro visto como o ‘macho’, forte, viril, negro e Aleixo, a ‘fêmea’, com aparência feminina, frágil e com comportamento feminino. Eles se caracterizam como
opostos. Tal relação cresce, por influência e pressão de Amaro, amadurece e começa a dar sinais de que vai apodrecer. O terceiro elemento desse triângulo se completa com Carolina, uma velha portuguesa de quarenta anos, dona de alguns cômodos no subúrbio do Rio de Janeiro, que vivia dos aluguéis e era amante de um açougueiro.
Após alugar o sobrado ao casal (Amaro e Aleixo), Carolina, cansada de ver Aleixo, carinhosamente chamado de Bonitinho, entregue ao bruto Amaro, decide conquistá-lo, tomá-lo para si. Dessa maneira, ao invés de se deixar conquistar, Carolina assume papel de homem conquistador. Aleixo gosta dela, pois ela lhe enche de mimos, diferente de Amaro que só estava lhe dando desgosto.
Por fim, Aleixo decide ficar com Carolina mesmo temendo que Amaro pudesse fazer
alguma coisa. No entanto, essa relação dura pouco, pois Amaro, enciumado, cego por sua obsessão, por sua paixão sem limites, os descobre e mata Aleixo com as próprias mãos. Diante de uma história de paixão e tragédia, vamos nos ater a algumas ideias presentes na narrativa que se diferenciam das ideias da sociedade tradicional da época. Com isso, pretendemos compreender o que pode ter levado o narrador a criar uma narrativa em que alguns comportamentos diferem do tradicional.
Personagens
- Amaro: ex-escravo, marinheiro e extremamente forte. Tem trinta anos no início da estória
- Aleixo: jovem grumete de apenas 15 anos.
- Carolina: portuguesa, ex-prostituta e dona de uma pensão.
- Herculano: marinheiro desleixado e tímido.
- Agostinho: guardião da proa. Especialista no trato com a chibata.
- Sant'ana: Marinheiro gago, indisciplinado e mentiroso.
Fonte: http://www.fecilcam.br/nupem/anais_v_epct/PDF/linguistica_letras_artes/06_MAGIROSKI_FERNANDES.pdf
Adorei o blog. Parabéns ao grupo!
ResponderExcluirParabéns, otimo blog! Bem interessante!!
ResponderExcluirMuito bom, parabéns pela obra.
ResponderExcluirMuito interessante essa obra, diferente de todas que já li!!
ResponderExcluirMuito interessante, amei o blog parabéns ;)
ResponderExcluirSensacional essa obra
ResponderExcluirmesmo não sendo bem aceita na época, esta importante obra de Adolfo Caminha é brilhante e enriquecedora! blog muito bonito, simples e informativo, parabéns
ResponderExcluirme surpreendi com essa obra de Adolfo, excelente autor!!
ResponderExcluirÓtima análise, parabéns!!
ResponderExcluirMuito envolvente essa obra!
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